quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

FLOR DA PELE
Ora!, não dizes a mim quando ouvir estrelas...,
nem ao menos desprezes se me ouvir contá-las.
Importa ao herege-social apenas as penas daquelas pombas branquelas. Sempre triunfantes em seus voos e sabedoras da mensagem, levam as penas das mensagens sem que se perturbem com a possível dor do seu destinatário. Posto que a alegria idealista toma sua forma social com aquela pena que solta ao léu molha o papel e mostrando e confirmando que “...a paz sem voz, não é paz, é medo...”1
E para triunfar observe que uma rápida volta a origem não importa em derrota2. Mas é o que observam os críticos... Então o que fazer? Neste momento: sempre é mais escuro antes de esclarecer3 o dia.
Ao poeta que devaneia e trabalha livre do interesse mesquinho e hipócrita do que o hodierno acoberta parece aquele que tem o que fala pesando sobre a pena de uma caneta antiga. Embora atento a vida...
As penas daquela pele serão sempre modeladoras do ímpeto de nossos sentimentos, da nossa alegria e vontade. É certo que algumas vezes corroem mas, assim como as alegrias, apenas pertencem à nossa alma. É incompartilhável.
Não gostou?!..., bom pra você!4

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1Falcão, O Rappa.
2Padre Antônio Vieira já discursou sobre isso.
3Certa vez Nicholas, um grande irmão, e ainda muito jovem, disse – lendo o Estadão, em casa de um grande guru, com o tempo nublado em véspera de esperado passeio dominical – “...amanhã vai esclarecer o dia...”. Muita piada fiz disso, não observando o sentido dicotômico que pode nos trazer tal uso.
4É o que diz o cético, o zen budista e livre docente da USP, docente criminalista Antônio Chaves quando conversávamos no Curso extra curricular “Vai Quem Quer” da Metodista de Piracicaba/SP.

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